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Profissionais de educação em Manhuaçu avaliam propostas de greve

Trabalhadores da educação de Minas Gerais iniciaram greve na quarta-feira (04). A decisão ocorreu em assembleia no dia 26 de fevereiro. Em Manhuaçu, as escolas estudam as propostas de paralisação e não há registro de interrupção de atividades até o momento.
 
O coordenador da subsede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) em Manhuaçu, Paulo Bragança, explicou que as unidades do município costumam aderir aos movimentos de greve em datas de depois, em contraste com a região do centro do estado. Os profissionais examinam o cenário e podem cruzar os braços nas semanas de frente para avolumar o movimento.
 
A categoria exige correção de salário na casa de 41%. A gestão de Minas Gerais anunciou um índice de 5,4%, montante que não cobre as perdas, de acordo com o sindicato. A lista de cobranças engloba o pagamento de taxa de insalubridade para servidores de limpeza e manutenção e o acerto de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF).
 
Sobre as conversas com a gestão de Minas Gerais, o coordenador relatou entraves nos contatos e falta de abertura de secretários. O representante questionou o déficit de contas alegado pelos gestores. Ele citou que o estado teve aumento de arrecadação de fundos através de descontos na previdência de aposentados, tributos em dobro no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), pedágios em rodovias e pausa de pagamentos de dívidas de impostos com a União.
 
Os trabalhadores farão outra assembleia em Belo Horizonte no dia 11 de março. Servidores sairão de Manhuaçu em caravana para avaliar a adesão de escolas à greve e buscar propostas de retorno da gestão de governo.
 
Danilo Alves – Tribuna do Leste
 
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